Conflitos judiciais marcam a trajetória do advogado assassinado na Bahia
Por Redação
05/08/2026 às 10:00

Foto: BNews
Diego Fraga de Castro, advogado de 42 anos, foi assassinado em Jeremoabo, revelando uma série de polêmicas e disputas legais que envolviam sua carreira.
A morte do advogado Diego Fraga de Castro, de 42 anos, cujo corpo foi encontrado em 4 de outubro dentro de um carro na zona rural de Jeremoabo, Bahia, trouxe à tona os conflitos nos quais estava envolvido. A Polícia Civil investiga o caso, com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA).
Diego acumulou uma série de polêmicas ao longo de sua carreira, incluindo um desagravo público feito pela OAB-BA devido a violação de prerrogativas no Cartório de Registro de Imóveis de Jeremoabo. Essa situação foi criticada pelo presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador José Rotondano, durante uma sessão do Conselho da Magistratura.
A disputa com o cartório começou em 2022, quando divergências sobre taxas se transformaram em várias representações disciplinares e ações judiciais. Em 11 de junho de 2023, a OAB organizou um ato de desagravo em sua defesa, que gerou um incidente quando a oficiala do cartório tentou obstruir o evento.
O embate judicial resultou em condenações financeiras à oficiala Juliete Laura Rocha Maurício Rosendo, que teve que pagar R$ 10 mil a Diego por danos morais, além de R$ 8 mil em outra sentença por ofensas proferidas contra ele.
Por outro lado, o advogado também enfrentou problemas legais. Em 24 de setembro de 2025, um juiz reconheceu que Diego havia feito ofensas à oficiala, o que levou ao perdão judicial para ela. A relação entre ambos se deteriorou a tal ponto que, em 30 de maio de 2025, um juiz se declarou impedido de julgar casos envolvendo Diego.
Além disso, Diego foi investigado em 2026 por crimes relacionados a ameaças e esbulho possessório, e sua atuação na advocacia frequentemente se entrelaçava com litígios imobiliários.
O conteúdo do corpo de Diego, encontrado com disparos na cabeça, sugere uma execução planejada, levando a Polícia Civil a investigar as desavenças acumuladas entre 2021 e 2026, que incluíam litígios de terra e conflitos institucionais.
Fonte: BNews
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