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Investigação do MP-BA pode alterar nome do Elevador Lacerda

Investigação do MP-BA pode alterar nome do Elevador Lacerda

Por Redação

17/08/2026 às 08:51

Investigação do MP-BA pode alterar nome do Elevador Lacerda

Foto: A Tarde

O Ministério Público da Bahia investiga a origem do nome do Elevador Lacerda, em Salvador, para verificar possíveis vínculos com a escravidão.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) iniciou uma investigação sobre a origem do nome do Elevador Lacerda, um dos mais icônicos pontos turísticos de Salvador. A apuração busca identificar se há registros históricos que conectem Antônio de Lacerda, o homenageado, a práticas escravocratas.

Estabelecida pela 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos em 5 de agosto, a investigação está sob a responsabilidade da promotora Lívia Maria Santana e Sant’Anna Vaz. Além de explorar a origem do nome, o MP-BA também pretende analisar os possíveis impactos culturais e patrimoniais de uma eventual mudança na denominação.

Possíveis desdobramentos da investigação

Se a conexão com a escravidão for confirmada, o MP-BA considera duas alternativas:

  • Mudança de nome: A atual denominação poderia ser substituída por uma que represente valores contemporâneos ou homenageie figuras ligadas à resistência.
  • Contextualização histórica: O nome poderia ser mantido, mas com a instalação de placas ou memoriais que expliquem a relevância do homenageado e o contexto de sua época.

Até o momento, como ocorrerá a escolha de um novo nome, caso esta se torne necessária, ainda não foi definido. O processo pode envolver a participação popular ou depender de projetos de lei apresentados e aprovados na Câmara Municipal ou na Assembleia Legislativa.

Histórico do Elevador Lacerda

Inaugurado no século XIX, o Elevador Lacerda conecta a Cidade Alta à Cidade Baixa e faz parte do patrimônio histórico da capital baiana. O nome homenageia o engenheiro Antônio de Lacerda, responsável pela obra, e sua família, que, segundo pesquisas históricas, pode ter acumulado parte de sua fortuna através do tráfico de africanos escravizados.

Essa investigação do MP-BA surge no contexto de uma avaliação mais ampla sobre a relação de figuras históricas com a escravidão e suas implicações na memória coletiva.

Fonte: A Tarde

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