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Homens condenados a 15 anos por estupro coletivo no Rio de Janeiro

Homens condenados a 15 anos por estupro coletivo no Rio de Janeiro

Por Redação

14/10/2026 às 08:08

Atualizado em 14/10/2026 às 09:33

Homens condenados a 15 anos por estupro coletivo no Rio de Janeiro

Foto: A Tarde

Quatro homens foram sentenciados a 15 anos de prisão pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, ocorrido em janeiro. A Justiça também determinou indenização à vítima e manteve a prisão preventiva dos réus.

Quatro homens receberam uma pena de 15 anos de prisão pelo estupro coletivo de uma jovem de 17 anos, em um incidente que aconteceu em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no dia 31 de janeiro. A decisão da Justiça determina que as penas sejam cumpridas em regime fechado e impõe uma indenização conjunta de 40 salários mínimos a ser paga à vítima.

Os condenados são: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos; e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Vale destacar que Mattheus e Vitor também enfrentam outras acusações de estupro, que surgiram após a divulgação do caso.

No decorrer do julgamento, os réus negaram as acusações, alegando que as relações sexuais foram consensuais. Entretanto, o juiz João Zacharias de Sá considerou as declarações da vítima coerentes e corroboradas por provas, incluindo laudos médicos que confirmaram as lesões sofridas.

Em sua sentença, o juiz enfatizou a importância do testemunho da vítima em crimes sexuais, destacando que muitas vezes esses delitos ocorrem sem testemunhas e em ambientes clandestinos. A defesa sugeriu que a adolescente poderia ter inventado a denúncia por medo de ser filmada, mas essa versão foi descartada pelo magistrado, que ressaltou que não há uma reação padrão em casos de violência sexual.

O estupro ocorreu após a jovem ser atraída para um apartamento sob a falsa promessa de um encontro com um conhecido. Ao chegar, encontrou outros homens que a agrediram fisicamente e a violentaram, mesmo diante de seus apelos para que parassem. Exames realizados no Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram as lesões.

Além dos réus adultos, um adolescente que participou do crime foi internado em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) por seis meses, em uma decisão que buscava tanto responsabilizá-lo quanto possibilitar sua ressocialização.

Um dos acusados, Vitor Hugo Simonin, se entregou à polícia em março usando uma camiseta que dizia "Não se arrependa de nada", o que gerou controvérsia nas redes sociais. Imagens de um vídeo, que mostravam os suspeitos rindo e fazendo piadas após o estupro, também circularam, chocando a opinião pública.

Fonte: A Tarde

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