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Homem é condenado a quase 60 anos pela morte de líder quilombola na Bahia

Homem é condenado a quase 60 anos pela morte de líder quilombola na Bahia

Por Redação

20/08/2026 às 09:30

Homem é condenado a quase 60 anos pela morte de líder quilombola na Bahia

Foto: A Tarde

George Anderson Santos da Silva foi sentenciado a 59 anos, 11 meses e 24 dias de prisão por feminicídio e outros crimes relacionados à morte de Tainara dos Santos.

O Tribunal do Júri de Cachoeira, na Bahia, condenou George Anderson Santos da Silva, conhecido como "Dandan", a 59 anos, 11 meses e 24 dias de prisão pelo assassinato da líder quilombola Tainara dos Santos. O julgamento ocorreu entre os dias 19 e 20 de agosto de 2026.

A decisão, que foi tomada por maioria dos jurados, reconheceu a culpa do réu pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver, ameaça, extorsão e porte ilegal de arma e munição, conforme informou o Ministério Público da Bahia (MPBA). Os promotores Audo Rodrigues e Luciano Assis representaram a acusação.

Além da pena de reclusão, a Justiça determinou que Santos da Silva deverá pagar R$ 300 mil como reparação pelos danos causados às vítimas e seus familiares. Denivaldo dos Santos, parente de Tainara, expressou alívio com a decisão, embora tenha reconhecido que isso não trará Tainara de volta.

O MPBA destacou que o feminicídio foi cometido de forma que dificultou a defesa da vítima e que a motivação do crime foi impulsionada por ciúmes e posse do acusado. O promotor Audo Rodrigues ressaltou a importância do julgamento para a sociedade e a necessidade de enfrentar a violência doméstica e familiar. O promotor Luciano Assis acrescentou que a decisão também visa promover a responsabilização em casos de violência contra a mulher.

Tainara dos Santos, mãe de duas crianças, desapareceu em 9 de outubro de 2024. O MPBA revelou que ela e George Anderson tiveram um relacionamento de cinco anos, marcado por agressões físicas e psicológicas. Tainara havia solicitado uma medida protetiva devido às ameaças, que não foram respeitadas pelo réu.

Na data de seu desaparecimento, Tainara foi forçada a assinar um contrato sobre a divisão de um imóvel sob grave ameaça e, desde então, não foi mais vista, com seu corpo nunca tendo sido encontrado.

Fonte: A Tarde

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