Governo planeja socorro financeiro de até R$ 20 bilhões para clubes
Por Redação
25/09/2026 às 12:11

Foto: A Tarde
O governo brasileiro está discutindo um plano de socorro financeiro para clubes e SAFs, devido ao risco de proibição das apostas. A proposta inclui uma linha de crédito que pode alcançar R$ 20 bilhões para a reestruturação de dívidas.
O Governo Federal do Brasil está elaborando um plano de socorro financeiro para clubes de futebol e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), em resposta à possibilidade de restrição ou proibição das apostas no país. A proposta, que está sendo discutida, prevê uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões, disponibilizada através do BNDES, para auxiliar na reorganização das dívidas dessas entidades.
A ideia já vinha sendo avaliada há meses, mas ganhou impulso com a urgência de uma Medida Provisória sobre o setor de apostas, que o presidente Lula está preparando. Essa nova regulamentação pode acabar com as apostas esportivas e jogos de cassino ou, alternativamente, limitar parte do mercado.
Os clubes de futebol estão preocupados com a possível perda de receita, estimando que poderiam perder cerca de R$ 1 bilhão anualmente apenas em patrocínios de casas de apostas. Além disso, há previsões de perdas indiretas, como a diminuição na arrecadação proveniente de publicidade e contratos comerciais associados ao setor.
Recentemente, uma reunião entre representantes de clubes, como Internacional e Corinthians, e membros do governo discutiu esse tema. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está envolvida nas articulações, mas não lidera o programa, que está sendo chamado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional. O governo planeja editar uma Medida Provisória para formalizar o socorro e, posteriormente, levar a proposta ao Congresso Nacional.
A proposta de linha de crédito permite que os clubes troquem dívidas mais onerosas por financiamentos com juros mais baixos. O financiamento será realizado por meio de bancos credenciados, com recursos oriundos do superávit financeiro projetado para 2025. O risco de crédito será assumido pelos bancos, e não pela União, seguindo um modelo semelhante ao utilizado em programas para produtores rurais.
Os empréstimos não incluirão perdão de dívidas, sendo que o prazo para pagamento poderá chegar a 20 anos, com um período de carência de dois anos. Contudo, os recursos não poderão ser usados livremente, devendo ser direcionados para a quitação de dívidas trabalhistas, direitos de imagem, débitos fiscais e investimentos em infraestrutura.
Os clubes que utilizarem os recursos de maneira inadequada ou que atrasarem pagamentos poderão ser excluídos do programa, o que visa garantir que o socorro tenha contrapartidas efetivas. A discussão sobre o plano ocorre em meio a um contexto de pressão sobre o mercado de apostas e seus impactos sociais, levando clubes e entidades esportivas a se mobilizarem contra alterações abruptas na regulamentação.
Fonte: A Tarde
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