Falhas no GPS de jatos da Azul podem estar ligadas a teste militar dos EUA
Por Redação
26/09/2026 às 06:27
Atualizado em 26/09/2026 às 08:47

Foto: A Tarde
Um teste com o satélite NTS-3 é investigado como a causa da pane nos sistemas de GPS que afetou jatos da Azul na última terça-feira, 22.
Um teste recente realizado com o satélite militar experimental NTS-3 das Forças Armadas dos Estados Unidos é considerado a principal causa da falha nos sistemas de GPS que impediu a decolagem de aeronaves Embraer E195-E2 da companhia Azul, na terça-feira, 22. O Laboratório de Pesquisa da Força Aérea americana (AFRL) confirmou uma relação preliminar entre o teste e as anomalias, após perguntas de especialistas do portal AEROIN.
Segundo o laboratório, os componentes de navegação dos aviões reagiram de maneira incomum a sinais emitidos durante um procedimento rotineiro previamente autorizado. As investigações buscam esclarecer as razões para essa reação inesperada e identificar quantas aeronaves foram impactadas.
Durante o incidente, a falha desativou simultaneamente os receptores de GPS de dois jatos E195-E2 que estavam em solo, levando a Azul a suspender parte de seus voos. A apuração está sendo realizada em conjunto com a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), que ainda não forneceu detalhes sobre o mecanismo que acionou os alertas de emergência nas cabines.
Além da Azul, a canadense Porter Airlines e outras operadoras de aviões com componentes da Honeywell também relataram problemas semelhantes. A abrangência dos impactos na aviação civil ainda está sendo avaliada.
A hipótese em análise sugere que os módulos de navegação das aeronaves tenham identificado a transmissão do NTS-3 como um sinal não confiável, levando ao descarte da frequência e à ativação dos avisos de pane.
A Força Aérea dos EUA informou que implementou medidas para evitar interferências no tráfego aéreo comercial e ressaltou que as transmissões do NTS-3 são estritamente experimentais e não têm autorização para uso civil. No entanto, ainda não há explicações para a ativação dos alertas com os aviões em solo. As emissões do satélite estão suspensas indefinidamente e serão retomadas apenas após a implementação de medidas de segurança. A L3Harris, fabricante do equipamento, redirecionou as consultas aos militares, enquanto a Honeywell não se pronunciou.
Fonte: A Tarde
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