
Foto: A Tarde
A seca na Bahia aumentou significativamente entre agosto e setembro, afetando 96% do estado e registrando a maior extensão desde setembro de 2025.
A seca na Bahia avançou entre agosto e setembro de 2023, afetando 96% do território, um aumento em relação aos 94% do mês anterior. Os dados são do Monitor de Secas, gerido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que também indicam um agravamento da intensidade do fenômeno, com a área sob seca grave passando de 36% para 47% no mesmo período.
Essa extensão é a maior registrada no estado desde setembro de 2025 e representa a condição mais severa desde o início do ano. Em setembro, quase metade do território da Bahia estava classificada como seca grave, evidenciando a gravidade da situação.
O cenário da Bahia reflete a realidade do Nordeste, que apresenta o maior percentual de área afetada pela seca no Brasil, com 96% do território da região comprometido. Em agosto, a situação no Nordeste já era alarmante, com 28% de sua área sob seca grave.
Em termos absolutos, a Bahia ocupou a quarta posição entre os estados mais afetados pela seca em agosto, atrás do Amazonas, Pará e Minas Gerais, e à frente do Maranhão. Em setembro, dez estados do país relataram seca em todo o seu território, incluindo Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins. Embora a Bahia não esteja entre estes, a área afetada e a proporção de seca grave aumentaram.
No panorama nacional, a intensidade da seca cresceu em 14 estados entre agosto e setembro, incluindo a Bahia, enquanto em outros seis a situação melhorou e em quatro permaneceu a mesma. Os três estados da Região Sul não enfrentaram seca durante esse período.
Fonte: A Tarde
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